terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A morte é um dia que vale a pena viver - palestra da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes at TEDxFMUSP



Esse é um assunto do qual ninguém gosta, mas um dia isso acontecerá com todos nós, independentemente da nossa vontade.
O foco principal dessa palestra são os pacientes terminais, mas ao mesmo tempo existem muitos trechos que são úteis para reflexão.
Muitas vezes deixamos a vida passar, vivemos no automático, não temos VIDA de verdade e até nos esquecemos de qual é a essência, o objetivo da vida.

Se hoje fosse o último dia de nossas vidas, o que seria realmente essencial nessas últimas 24 horas?




"Quando a doença encontra um ser humano, ela produz uma melodia única que se chama sofrimento."


Sobre o vídeo:
Por um lado, aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares. Por outro, resgatar a biografia de pacientes. Esse é o exercício diário de Ana Claudia Quintana Arantes, médica formada pela FMUSP e especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. Foi a responsável pela implantação das políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar. Atualmente trabalha em consultório e como médica assistente do Hospice do Hospital da Clinicas da FMUSP, na Unidade Jaçanã. 


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Impermanência


Permanência...
Impermanência...
A reflexão abaixo clareia um pouco nossa mente em relação ao assunto.

Vale muito a pena ler!
 

Estrada


"Se você sofre, não é porque as coisas são impermanentes.  É porque você crê que as coisas são permanentes.

Quando uma flor morre, não sofremos muito, porque entendemos que as flores são impermanentes. Mas você não pode aceitar a impermanência de uma pessoa amada, e sofre profundamente quando ela morre.

Se você olhar a impermanência em profundidade, fará o melhor que puder para fazer essa pessoa feliz agora.

Consciente da impermanência, você se torna positivo, amoroso e sábio.

Impermanência é boa notícia. Sem impermanência nada seria possível. Com impermanência toda porta é aberta para a mudança.

Em lugar de lastimar, deveríamos dizer: longa vida para a impermanência.

Impermanência é um instrumento para nossa libertação."



Fonte: Cultivando a Mente de Amor - Thich Nhat Hanh
Créditos da imagem: nuttakit - Free Digital Photos

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Você é um “phubber”?


Esse texto da Márcia Ebinger é muito bom e atual.
Nos mostra o quanto as pessoas estão deixando de lado o contato pessoal, as conversas informais, as trocas de olhares para estarem conectadas no celular.
O tempo todos vemos isso. Em todos os lugares.
Muitas vezes com pessoas no mesmo local trocando mensagens pelo celular, mas não falando umas com as outras de forma pessoal.

Há um distanciamento cada vez maior e muitas vezes inconsciente, pois as pessoas sentem a "necessidade" criada pelo marketing e pela indústria  de estarem conectadas a maior parte do tempo.
Mas, para que?
E por que?
Qual é o sentido e o objetivo dessa conexão tão extensa, muitas vezes 24 horas por dia, 7 dias por semana?

Já ouvi pessoas falando que estar sem o celular é como se lhes faltasse uma parte do corpo.
Como assim?
Como um simples aparelho conseguiu tal status e importância na vida das pessoas?
Ser comparado a uma parte do corpo, que até hoje ainda foi muito pouco compreendido pela ciência?

O quanto deixamos que a Matrix domine nossas vidas?

Muitas vezes a realidade supera a ficção...

Espero que gostem do texto abaixo.



Pessoas


Recentemente nasceu uma nova palavra na língua inglesa: phubbing. Ela é resultado da junção de phone (telefone) com snubbing (esnobar). Mas, afinal, a que se refere esse novo termo? Phubbing nasceu para descrever o ato de ficar conectado a um smartphone ou tablet, em ambientes sociais, e esnobar ou deixar de lado as pessoas que estão ao redor. Portanto, phubber é aquele que tem esse tipo de atitude em ambientes públicos.
Estas cenas estão ficando cada vez mais comuns. Nas casas, nos restaurantes, nos escritórios e até mesmo nas igrejas, enfim, em todo lugar. Raro vermos aquela casa com cheirinho de bolo saindo pela janela e pessoas conversando e sorrindo, barulho de crianças correndo e gente interagindo. Hoje o silêncio impera, afinal, todos estão “conectados”. Nos restaurantes o burburinho também não é mais o mesmo, há muitos momentos de “reflexão” ao telefone. Até nas igrejas não se vê a mesma atenção à mensagem que está sendo apresentada.
Este novo contexto está assustando as pessoas ao redor do mundo, independente de raça, religião ou faixa etária. A preocupação é tanta que uma agência de publicidade australiana criou uma campanha cujo slogan é “Stop Phubbing”. O criador da campanha, o publicitário Alex Haigh, alerta “imagine um mundo no futuro onde os casais se sentam em silêncio. Onde as relações são baseadas em atualizações de ‘status’ nas redes sociais. Onde a habilidade para falar ou se comunicar frente a frente foi completamente erradicada”.
De acordo com o site da campanha, se o phubbing fosse uma praga ele já teria dizimado seis Chinas inteiras, ou seja, o equivalente a mais ou menos 7,8 bilhões de pessoas. Esse é o novo mundo onde o phubbing ditou as regras da nova comunicação, ou, da destruição social.
Obviamente a Internet, com todas as suas ferramentas, é extremamente útil. Quem hoje fica um dia sem pesquisar ou trabalhar utilizando a rede? Mas é visível que estamos perdendo o controle. Temos que utilizar tudo isto com equilíbrio e moderação. Nós devemos dominar a tecnologia e não ser dominados por ela.
Esse exagero desmedido na utilização dos recursos tecnológicos me faz sentir saudade. Tenho saudade de um mundo em que as pessoas “curtiam” estar juntas, “conectavam” ideias em debates acalorados olho no olho, se “cutucavam” pessoalmente, “compartilhavam” vivências, usavam a “rede” para se balançar e jogar conversa fora. Tenho saudade de um mundo em que “amigo virtual” só existia na cabeça das crianças pequenas e “jogos” entre amigos vinham acompanhados de biscoitos e suco no final da tarde.
Tenho saudade de um mundo em que as “salas de bate papo” tinham sofá, tapete e muitas almofadas espalhadas pelo chão para acomodar a todos. Tenho saudade do tempo em que “receber um cartão” de um amigo era sinônimo de ter em mãos algo especialmente escolhido para você, recheado com a letra daquela pessoa especial.
Tenho saudade de um tempo em que ouvíamos, nas igrejas, o doce som de muitas páginas da Bíblia sendo folheadas, tempo em que a atenção era exclusiva do pregador. Tenho saudade de um tempo em que tínhamos mais tempo…
Se isto não existe mais, e se esse distanciamento doentio ainda vai aumentar, por favor, parem o mundo, quero descer!
(Márcia Ebinger)

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/marcia-ebinger/voce-phubber/
Créditos da imagem: markuso - Free Digital Photos 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Liberdade

Mais uma pequena grande reflexão:


"Quanto maior a capacidade de renúncia, 
mais livre é o homem."
Vivaldo Coraci


Liberdade


Créditos da imagem: markuso - Free Digital Photos