terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Refrigerantes alteram a química do cérebro


A pesquisa abaixo é para quem costuma consumir muito refrigerante.

Lata de refrigerante

Cada vez mais as evidências indicam que os refrigerantes são muito mais nocivos do que parecem.
Para acabar a sede, nada melhor do que água.  Mais seguro e saudável.

Quanto menos alimentos processados consumirmos, melhor.
Quanto mais simples nossos hábitos alimentares, melhor.
Nossa saúde agradece!



Uma pesquisa científica apontou que as bebidas açucaradas podem mudar profundamente o cérebro. Os pesquisadores descobriram que os refris podem levar à hiperatividade por um longo período, e alterar centenas de proteínas no cérebro. As bebidas gaseificadas já tinham sido previamente associadas com aumento do risco de ataques cardíacos, diabetes, ganho de peso, ossos frágeis, câncer de pâncreas e próstata, fraqueza muscular e paralisia. Contudo, como se tudo isso ainda não fosse ruim o suficiente, o estudo mais recente foca nos seus efeitos sobre o cérebro, ao invés do resto do corpo. A pesquisa, de cientistas australianos, foi realizada com ratos que foram alimentados com água adoçada. Os animais se tornaram hiperativos depois de beber a água e tecidos retirados de uma parte de seus cérebros mostraram alterações nos níveis de quase 300 proteínas diferentes.

Jane Franklin, uma pesquisadora da Universidade Macquarie, em Sydney, disse que houve um “aumento alarmante” no consumo de bebidas adoçadas na maioria das sociedades ocidentalizadas, e avisou que elas só devem ser consumidas como uma regalia. “Para muitos adultos, essas bebidas representam uma parte substancial de sua ingestão diária de calorias”, explicou.

“Nossa pesquisa sugere que o consumo a longo prazo de bebidas com açúcar no lugar da água pode causar mudanças duradouras de comportamento e uma profunda mudança na química do cérebro”, descreve, dando, ainda, uma solução para o problema que pode ser aplicada diretamente ao cotidiano de quem tem o hábito de consumir muito dessas bebidas. “Se você está com sede, beba água. Refrigerantes devem ser apreciados com moderação [ou, melhor ainda, riscados do cardápio]. Eu acho que podemos dizer que beber muito refrigerante pode afetar a química do cérebro, tanto quanto afeta sua cintura. Então pense antes de beber.”

No início deste ano, Jeremy Hunt, o Secretário de Saúde da Inglaterra, sugeriu que o país devia considerar a proibição de refrigerantes nas escolas – medida que já foi aplicada em várias cidades brasileiras.


Fonte: http://hypescience.com/refrigerantes-podem-alterar-seu-cerebro/
Créditos da imagem: m_bartosch - Free Digital Photos 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Envelhecer = ....................


Vivemos em uma época muito singular. 
Envelhecer não é mais sinônimo de sabedoria, não é mais uma etapa digna de admiração e respeito.
Todos querem ser jovens. De repente, pessoas de 50, 60 anos são consideradas jovens. Não me refiro à juventude relacionada ao espírito e à mente, mas àquela relacionada ao corpo.
Até poucas décadas atrás, pessoas de 40 anos eram consideradas velhas. Agora, pessoas nessa idade ainda são "jovens". 
Ao mesmo tempo em que a infância diminuiu, a adolescência tem se prolongado e a juventude, nem se fala!

Hoje, envelhecer é como um tipo de punição velada. A maioria acredita que vai "chegar lá", mas no fundo, ninguém quer.
Se você perguntar para qualquer pessoa quantos anos ela gostaria realmente de viver, a maioria das respostas será algo como "o máximo possível" ou "muito tempo", mas paradoxalmente, ninguém quer envelhecer. Por isso tantos tratamentos para retardar de forma muito superficial e insatisfatória o irremediável.
Hoje o que importa é ser jovem. Talvez porque, mesmo que inconscientemente, todos associem juventude à vida e velhice à morte.
O que, de fato, não deixa de ser verdade.

Equilíbrio
 
Gostei muito do texto abaixo, do qual selecionei alguns trechos. Se quiser lê-lo na íntegra, o endereço está no final.
 
O menino pega, com gestos incertos, a colher pequena. Tenta pescar o feijão no prato. Ajuda com o indicador da mão esquerda, arrastando alguns grãos teimosos para dentro da colher. A mãe observa orgulhosa:
— Olha que beleza, ele já come sozinho!
Nada impede que, vez por outra, o feijão escorregue da colher e suje a roupa limpinha. A mãe vai ralhar? Depende do humor do momento. Mas ter o poder de manobrar a próxima colherada não tem preço! Nisso mãe e filho estão de acordo.
Assim começam as conquistas.
Mas parece que em algum momento deixamos de gostar de ter a colher nas mãos. Ou melhor: desejamos dispor dos talheres, todos eles, mas não queremos nos responsabilizar pelo feijão derramado.
(...)
Não há dúvida de que muitos gostariam de fugir das responsabilidades das mais diversas maneiras.
Vivemos numa sociedade em que o amadurecimento pode ser confundido com envelhecimento, o que deixou de ser algo natural e passou a ser encarado como punição. Nesta mesma sociedade, a juventude é supervalorizada e a adolescência é elástica, prolongando-se tanto quanto possível. Desse jeito, quem quer ser maduro e, consequentemente, responsável?
(...)
Assumir responsabilidades significa tanto aceitar o sucesso, como também o fracasso. Contudo, aqueles que assumem seus méritos e insucessos assumem também as rédeas de sua própria trajetória. E isso traz poder e bem-estar porque nessa ideia está incluído o senso de justiça: todos estamos sujeitos à mesma equação.
Nada melhor do que ter a colher nas mãos! E se o feijão escorregar, vamos cuidar da limpeza e, com isso, aprenderemos a manobrar melhor a colher. 


Fonte: http://www.graal.org.br/arquivos/vagalume_37.pdf - Páginas 2 e 3
Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos 





terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Praticando o desapego - Fernando Pessoa


Um dos mais belos poemas que já li.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário....
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a sí mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo...
- Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba...
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, ir embora de vez.



Porta


Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo,
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomece, desapegue-se!

Ser livre, não tem preço!



Créditos da imagem: basketman - Free Digital Photos