segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Um irmão como esse


Um amigo meu chamado Paul ganhou um automóvel de presente de seu irmão no natal. 
Na noite de natal, quando Paul saiu de seu escritório, um menino de rua estava andando em volta do reluzente carro novo, admirando-o.
-Este carro é seu senhor? - ele perguntou.
Paul assentiu.
-Meu irmão me deu de Natal.
O garoto ficou boquiaberto.
-Quer dizer que foi um presente de seu irmão e não lhe custou nada? Rapaz, quem me dera! - hesitou ele.


É claro que Paul sabia o que ele ia desejar. Ele ia desejar ter um irmão como aquele. Mas o que o garoto disse chocou Paul tão completamente que o desarmou.
-Quem me dera -continuou o garoto - Ser um irmão como esse!


Paul olhou o garoto com espanto, e então, impulsivamente, acrescentou:
-Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?
-Oh!, Sim eu adoraria.
Depois de uma voltinha, o garoto virou-se e, com os olhos incandescentes, disse:
-O senhor se importa de passa em frente à minha casa?


Paul deu um leve sorriso. Pensou que soubesse o que o rapaz queria. Ele queria mostrar aos vizinhos que podia chegar em casa num carrão. Mas, Paul estavaa novamente enganado.

- Pode parar em frente àqueles dois degraus? - perguntou o garoto.
Ele subiu correndo os degraus. Então, passados alguns momentos, Paul ouviu-o retornar, mas ele não vinha depressa. Carregava seu irmãozinho paralítico. 
Sentou-o no degrau inferior e depois como que o abraçou fortemente e apontou para o carro.
- Aí está ele, amigão, exatamente como eu te contei lá em cima. O irmão deu o carro a ele de presente de Natal e não lhe custou um centavo. E algum dia eu vou te dar igualzinho... então, você poderá ver com seus próprios olhos, nas vitrines de natal, todas as coisas bonitas sobre as quais eu venho tentando te contar.
 

Paul saiu do carro e colocou o rapaz no banco da frente.
O irmão mais velho, com os olhos brilhando, entrou atrás dele e os três deram uma volta comemorativa.
 

Naquela noite de natal, Paul aprendeu o que Jesus queria dizer quando mencionava:
"Mais bem-aventurado é dar que receber." Atos 20:35


Fonte: Meditações do pôr do sol 2006


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Natal


Natal.
Árvores iluminadas, luzes intermitentes, portas enfeitadas, cartões, compras, agitação nas ruas e supermercados, comida e bebida, augúrios, programas especiais e festas - mais uma vez, o mesmo ritual.
No dia seguinte, a ressaca: problemas digestivos e indisposição decorrentes da glutonaria e a tristeza na cabecinha das crianças pobres, por não terem sido contempladas com os finos presentes que a garotada da classe A recebeu.

Natal.
Através do mundo, gestos inadmissíveis: interrompe-se a guerra durante algumas horas, para depois ela ressurgir mais cruenta e ignóbil. Trocam-se abraços e sorrisos - até beijos - formais, seguidos da rotina de sempre: hipocrisia, ressentimento político, ódio e preconceito.

A coisa mais nefanda, por ocasião do Natal, é a esperteza. 
Usa-se o Natal como estratégia de venda, de marketing, de diplomacia, de aproximação. O Natal tornou-se um produto descartável. Usa-se e depois se joga fora. O caminhão de lixo vem e leva tudo par o montão do nada.

O verdadeiro Presente fica a um canto, sem nenhuma virtude prática. É apenas um pretexto dentro do contexto humano de imediatismo fútil, passageiro.

Deixemos de usar o Natal para atender aos reclamos da glutonaria e dos ajuntamentos sociais inconsequentes.
Deixemos de ir na onda da publicidade geradora de autômatos.

(Rubens Lessa - trechos de um texto publicado em 1989)



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O milagre da canção de um irmão


Talvez você conheça essa história. Talvez não....

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente.
No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos;depois a cada três; então, a cada minuto uma contração.
Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas.

Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana. Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que ela estava muito mal. Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais: "Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças".

Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral.
Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros.

Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha. "Eu quero cantar pra ela", ele dizia. A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu: "Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!"

Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha: "Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..." Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando. "Você não sabe, querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora..." Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebe foi se tornando suave. "Continue, querido!", pediu Karen, emocionada.
"Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..." O bebê começou a relaxar. "Cante mais um pouco, Michael." A enfermeira começou a chorar. "Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...Por favor, não leve o meu sol embora..."

No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.

O Woman's Day Magazine chamou essa história de "O milagre da canção de um irmão". 

Os médicos chamaram simplesmente de milagre. 
Karen chamou de milagre do amor de Deus.

Fonte: Arquivo Adventista


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014