sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Geração analgésico


Vivemos em uma sociedade que parece ter aversão a dor, como se ela fosse algo anormal em um mundo de pecado.
Qualquer dor, por menor que seja, é rapidamente tratada com medicamentos, o que causa ainda mais intolerância a dores em geral e consequentemente menor flexibilidade para lidar com frustrações.


Pílulas

Vivemos em uma época na qual parece que a tristeza é algo de outro mundo, algo anormal.
O que importa, e que veladamente virou até obrigação, é a felicidade, em tempo integral de preferência.  Mas o que vemos por aí são pessoas se esforçando – e continuamente se frustrando – para serem felizes de acordo com o que a mídia e a sociedade atual ensinam.
 

A impressão que dá, é a de que coletivamente nos esquecemos das palavras de Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33)

Está escrito “no mundo tereis aflições” e não “talvez tereis aflições” ou “pode ser que tenham aflições”. A frase é clara. Claríssima.


Cabe a nós sabermos utilizar com sabedoria, consciência e resignação nossos momentos não tão bons para o nosso próprio crescimento em vez de tentar fugir ou negá-los de alguma forma. 


Créditos da imagemSira Anamwong - Free Digital Photos


2 comentários:

  1. PERFEITO, Rosana! Penso dessa mesma forma. Acredito que tudo pelo que passamos e para o nosso crescimento espiritual.

    Abraços!

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    1. Bruna,
      Que legal ter gostado do texto!
      Eu acho que quando começamos a ter consciência de que a dor é um fato da vida que não é para ser negado ou trancado a 7 chaves, nossa vida muda, pois nos tornamos mais resilientes e conscientes de que a vida é como uma senoide, na qual em um momento estamos em cima e outro embaixo. A vida é assim e não há só momentos felizes nem somente momentos tristes. Aqueles que tentam ou tentaram ter somente momentos felizes só alcançaram um resultado: frustração.

      Abraços,

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