terça-feira, 26 de maio de 2015

Obsolescência programada - você sabe o que é?


Muitos produtos tem uma data de validade, embora a maioria das pessoas não saiba disso.
A lâmpada incandescente é um dos exemplos clássicos quando se fala em obsolescência programada. Ela foi projetada para durar muito mais com um filamento de tungstênio mais resistente, mas dessa forma, o consumo continuaria até hoje sendo muito menor, o que não é interessante do ponto de vista industrial e econômico.
Outro produto que considero fazer parte desse rol são os talheres. Você já reparou que os talheres antigos duravam muito mais, passando de geração em geração? As facas de mesa atuais em pouco tempo ficam feias, quebram ou não cortam mais nada.

Talheres


Esse vídeo é esclarecedor, vale muito a pena salvar nos Favoritos para ver depois, já que ele é longo, com 52 minutos.



Boa semana!

Créditos da imagem: Sirichai - Free Digital Photos

terça-feira, 19 de maio de 2015

Uma frase que dispensa comentários


"Por que consideramos a passagem do tempo decadência e não transformação?"
Lya Luft

Estágios da vida


Créditos da imagem: Sira Anamwong - Free Digital Photos

terça-feira, 5 de maio de 2015

Modernidade superficial e descartável


Vivemos em uma época na qual a falta de tempo, o consumismo, a falta de sentido e a superficialidade são tão intensos como nunca antes.
Qualquer tempo vazio é chamado de tédio. Ninguém quer perder tempo com o nada, mas olvida-se que esse estado de repouso cerebral é fundamental para a geração de criatividade e reflexão.

A era das redes sociais fez com que muitas pessoas preferissem postar suas fotos em momentos agradáveis em vez de vivê-los intensa e completamente. Mas será que essas postagens não estão mais relacionadas com o ego, com o desejo intrínseco de estar em evidência, de ser melhor do que o outro, de ser de certa forma invejável, tudo isso na ânsia de receber o maior número possível de curtidas ou elogios?

E fico pensando: até onde o pós modernismo vai nos levar, com a ruptura dos valores, regras e princípios; o narcisismo exacerbado das selfies e das redes sociais; a utópica pretensão de derrubar o muro necessário que separa o real do virtual; o hedonismo e o imediatismo? 
Em relação ao imediatismo, basta reparar ao redor para ver como as pessoas estão a cada dia mais impacientes e com a atenção prejudicada devido a imensa quantidade de estímulos visuais e auditivos, o que resulta em cansaço cerebral que por sua vez ocasiona fadiga, sonolência, irritabilidade, baixo limiar para contrariedades e muitos outros sintomas físicos e psicológicos.
Se aquele aviso do whattsapp tão frequente é cansativo até para quem não tem esse aplicativo, imagine para quem tem? Em minha opinião, as pessoas acreditam que são livres, mas no fundo se tornaram escravas desse tipo de tecnologia, que veio para facilitar a vida e não complicá-la ainda mais. Na realidade, nos tornamos escravos de muitas coisas, mas não percebemos. Pense nisso.

A cada dia percebo que a expressão "menos é mais" é mais abrangente do que eu imaginava e que vivermos o momento presente com consciência de que ele é o único que realmente possuímos de verdade, são possíveis chaves para não nos deixarmos levar pela correnteza forte e intensa do consumismo e da superficialidade atuais.


Compartilho abaixo um excelente texto sobre o assunto, o qual me inspirou a escrever mais uma vez sobre esse tema:
Gente que vira coisa