sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Convivendo com pessoas difíceis


Gostei muito do artigo do Rubens Lessa sobre esse assunto, que de alguma forma, faz parte da vida de todos nós.
Transcrevo aqui os trechos que mais chamaram a minha atenção. Se quiser ler o artigo na íntegra, acesse o site e procure a edição de janeiro de 2014: www.revistaadventista.com.br/


Pessoas

'Há vários tipos de pessoas-problema. Elas existem no ambiente da família, na escola, no trabalho e na igreja. Às vezes, você e eu nos cansamos desse tipo de gente. No entanto, a voz da consciência nos diz:
“Aguentem um pouquinho mais!”
Mas será que vale a pena fazer esse esforço adicional para lidar com pessoas do tipo pessimista, insistente, juiz, cobrador, melindroso, sabe-tudo, intrometido, mandão, criticador?

Certamente, nossa natureza pecaminosa está sussurrando aos nossos ouvidos:
“Não vale a pena; ignorem essas pessoas!”
Não é assim que reagimos? Somos muito parecidos, não é verdade?

O pessimista enche nossa taça com sua dose de derrotismo.
O insistente toma nosso precioso tempo, testando nossa capacidade de autocontrole.
 O intrometido não conhece o lugar que lhe convém e mete o bico onde não deve.
O mandão gosta de dar ordens, de dominar a situação. 

E o criticador? Esse vê defeito em tudo e em todos. É devassador da privacidade alheia.

Como devemos agir ao lidar com pessoas difíceis?
É possível ajustá-las ao nosso gosto e padrão? Confesso que, ao longo dos anos, tentei inutilmente mudar o comportamento de algumas pessoas, e isso me deixou frustrado. Mas, certo dia, fiz uma grande descoberta: a pessoa mais difícil do mundo era (e ainda sou) eu!
Percebi que, ao me incomodar com os traços negativos dos outros, eu estava indiretamente dizendo: como sou complicado!
Descobri que vários defeitos que eu detestava naquelas pessoas, faziam parte do meu próprio perfil.

Após minha tardia constatação, passei a ser menos severo com as pessoas. Mas estou apenas pisando o primeiro degrau dessa escada. Mesmo assim, noto que essa pequena mudança de atitude já está aliviando o fardo que tanto me incomodava.

O apóstolo Paulo, que lidou com indivíduos complicados, aconselhou: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns com os outros.
Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito” (Cl 3:13, 14, NVI).
Quando lidamos adequadamente com as pessoas, elas não se afiguram tão difíceis e complicadas. Além disso – sob a influência transformadora do Espírito Santo –, somos capacitados a desejar o bem delas, em vez de apenas suportá-las.'

Feliz sábado!



Créditos da imagem: Vlado - Free Digital Photos


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Quando a realidade supera a ficção


Uma imagem que diz tudo.
Uma imagem difícil de assimilar, de aceitar... 


Em pleno século XXI a humanidade ainda age com brutalidade e comete atrocidades absurdas.
Sempre me questiono se estamos realmente evoluindo e com tantos acontecimentos ruins, a impressão que tenho é que a humanidade regride a passos largos. Felizmente uma boa parte ainda caminha na direção do crescimento, da paz, na esperança em transformar o mundo ao seu redor em um lugar um pouco melhor para se viver.

Parece que a humanidade está passando por uma crise de valores aguda ao mesmo tempo em que está cauterizada com o sofrimento alheio. Vivemos em um mundo no qual a riqueza e o poder parecem ser as coisas mais importantes da vida.
E então, mais um fato lamentável, daqueles que acontecem de tempos em tempos e mexem profundamente com as pessoas, embora a crise no Oriente Médio e África se estendam há tempos.

Por que tanta comoção em torno de Aylan Kurdi quando muitos morreram e continuam a morrer diariamente tentando desesperadamente sair das zonas de conflito?


Nos identificamos com a tragédia por ela apresentar um rosto, ser personificada. Por isso, se torna algo pessoal para nós.

Há uma história que chegou até nós sobre a vida dessa criança, que se parece com tantas que conhecemos ou até com um de nossos filhos, netos, sobrinhos ou conhecidos.













Cenas de crianças sendo maltratadas é algo que nos deixa incomodados, mas crianças mortas é algo insuportável, algo que vai muito além do incômodo de ver a imagem em si. É algo que não dá para ver e simplesmente desligar a mente no momento em que desligamos a tv ou o computador. A imagem "gruda", como essa deve ter "grudado" na mente de muitas pessoas. Talvez pela sensação de impotência, de injustiça, do instinto de sobrevivência que todos temos. Algo muda em nós e de certa forma, nos muda para sempre. Com o tempo, a imagem na mente e os sentimentos relacionados à ela suavizam, mas como cicatrizes, nunca são apagadas completamente. De certa forma, fatos tão tristes como esse, podem nos levar à reflexão sobre nossas próprias vidas, sobre como tratamos quem mais amamos, se aproveitamos nosso tempo com sabedoria e tantas coisas afins.


Infelizmente, no plano político muitos governos agem de forma bem mais lenta do que a esperada, muitos por omissão explícita e muitos jogando o problema para outros, como se fosse apenas um inofensivo jogo de batata-quente...

Até quando?



Fonte da montagem:

Artistas homenageiam Aylan Kurdi
Outras fotos: sites de noticias de vários países