terça-feira, 19 de abril de 2016

O colecionador de lágrimas 3


Conforme prometido, mais algumas frases do excelente livro “O colecionador de lágrimas” do Augusto Cury.
Os frágeis usam a agressividade e os fortes a generosidade.

O poder das armas domina o corpo, o das palavras domina a mente.

Na vida, períodos de calmaria se alternam com turbulências; tranquilidade se alterna com ansiedade.

Nunca pise na cabeça de um derrotado; um dia ele se recupera e se torna uma serpente para envenená-lo.

A dor da humilhação é mais penetrante do que a física: esta se alivia com o tempo, aquela se torna inesquecível.

O caos é dramático, mas pode ser um momento único para novos começos. Quem tem medo deles se enterra nos pântanos do conformismo.

Pensamento


Boa semana!


Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos



terça-feira, 5 de abril de 2016

Amish - você já ouviu falar sobre eles?


Há pouco tempo li um texto sobre os amish, comunidade que eu não conhecia e que me impressionou muito pela solidez de crenças, valores e hábitos simples. O objetivo desse post é ressaltar algumas características intrínsecas desse povo que achei interessantes e não me ater àquelas que soam um tanto estranhas para todos nós, como barbas que não podem ser cortadas após o casamento ou utilização de carruagens para transporte. 


Amish


Para aqueles que também não os conhecem, os amish fugiram da Europa e chegaram à Pensilvânia (EUA) em 1727, sendo que muitos continuam vivendo nessa região.
Achei bem peculiar o fato de não utilizarem eletricidade, celular, televisão, rádio, automóvel, enfim, nada de tecnologia, exceto geladeira (mesmo assim, movida a gás), habitando em cidades com pessoas que utilizam esses produtos, mas não demonstrando interesse por nada disso.

Aos 16 anos, antes do batismo, todos eles têm a opção de sair e conhecer o mundo, viver normalmente em outro lugar com todas essas facilidades. A maioria deles nunca volta certo?
Errado! 95% voltam, pois seus valores e costumes são tão sólidos que se sentem estranhos em um mundo consumista, ilusório e com tantas distrações inúteis. Para eles, a felicidade não está nas coisas, mas sim na obediência a Deus, na boa convivência familiar, na harmonia com a natureza.

Os amish são donos de imensas plantações sustentáveis, pagam impostos como todos nós e são ricos não porque possuem muito, mas porque gastam pouco. Acredito que essa seja uma lição importante para todos nós: compramos por que realmente precisamos ou queremos de verdade ou por termos sido induzidos ao consumo? Consumimos, pois a sociedade cobra e muitos se sentem inferiores ou fora de moda, mas se formos consumir a cada nova atualização tecnológica ou novidade...

Os amish não se deixam fotografar. Para eles o importante é guardar os bons momentos, os sorrisos, os abraços na memória. Enquanto isso, nós vivemos em uma sociedade na qual é mais importante o registro do momento e não a vivência dele em si. Dois modos de viver totalmente opostos. Acredito que podemos aprender com eles a viver mais o momento em sua plenitude, fotografar com moderação e não com o principal objetivo de mostrar aos outros. Parece que a limitação da câmera analógica em oposição à quantidade ilimitada de fotos que podem ser tiradas na câmera digital ajudou a criar o hábito desse tipo de exagero.

Percebemos que os amish formam uma comunidade que vive na contramão do mundo, com costumes tão peculiares com os quais jamais nos acostumaríamos, mas notei que possuem valores morais muito mais sólidos, hábitos simples e união, características infelizmente bem pouco desenvolvidas em nosso país. Quem sabe como sociedade, um dia consigamos chegar um pouquinho mais perto de tais qualidades.  Como a mudança começa em nós, que tal darmos o primeiro passo?

A a próxima!



Créditos da imagem: vectorolie - Free Digital Photos