terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Meio triste ou meia triste?


Muitas vezes confundimos quando utilizar meio ou meia. Mas você já viu uma meia triste? Eu não.


Meias-penduradas-em-um-varal


Meia é um substantivo enquanto meio é um advérbio de intensidade.

Meio e meia também podem ser utilizados como numerais fracionários, flexionados quanto ao gênero.
Exemplos:
Meio-dia e meia
Meia garrafa de água
Meio litro de suco
Meio copo de água



Simples, não?

Até a próxima!


Fonte consultada: http://www.gabarite.com.br/dica-concurso/211-meio-ou-meia-aprenda-quando-usar
Créditos da imagem: Gualberto107 - Free Digital Photos

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Alimentação x consequências


Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre alimentação.

A pesquisa Erica (Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes) foi feita pelo Ministério da Saúde em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ouviu adolescentes entre 12 e 17 anos de 1247 escolas em 124 municípios brasileiros.
 

Fast-food-e-alimentacao-natural

No ranking dos alimentos mais consumidos pelos adolescentes estão:
1º lugar: arroz (81,75%)
2º lugar: feijões e leguminosas (67,95%)
3º lugar: pães (55,65%)
4º lugar: sucos (53,44%)
5º lugar: carnes (51,62%)
6º lugar: refrigerantes (44,97%)
7º lugar: doces (39,33%)
8º lugar: café (38,30%)
9º lugar: frango (35,09%)
10º lugar: hortaliças (33,97%)

Entre todos os alimentos citados, você notou a falta de algum?  Veja de novo e tente perceber.



Encontrou?



Acredito que a maioria tenha percebido que não há frutas nessa lista! Pelo menos segundo essa pesquisa divulgada em 07/07/16, as frutas não estão entre os alimentos mais consumidos pelos adolescentes.

Voltando ao ranking, o resultado não é difícil de ser previsto: 17,1% apresentam sobrepeso e 8,4 são considerados obesos.

Em relação aos adultos, os resultados não são tão diferentes: 1 em cada 5 consome refrigerantes ou sucos artificiais diariamente.
Mas pelo menos, 37,6% consome frutas regularmente (o que não é o mesmo que diariamente). Em 2010 esse índice era de 29,9%.

Em uma época na qual informações de qualidade e confiáveis são de fácil acesso, é triste ver tantos jovens com tantos problemas crônicos de saúde. Problemas que eram mais comuns na terceira idade há algumas décadas, hoje estão cada vez mais presentes na vida de jovens, como diabetes e hipertensão. Fatores genéticos têm grande influência, mas a alimentação inadequada, o excesso de açúcar, trigo refinado, gordura e produtos transgênicos juntamente com estresse e horas de sono insuficientes tendem a fazer com que tais distúrbios apareçam cada vez mais cedo.

Não eram sem fundamento as estimativas de que a hipertensão e o câncer seriam as doenças mais incapacitantes do século XXI. Infelizmente é o que está acontecendo, mas mesmo diante de fatos tão desanimadores, é nossa responsabilidade procurar informações sobre o que consumimos, se é realmente o que nosso corpo precisa para funcionar de maneira adequada ou se estamos abreviando o seu pleno funcionamento através de hábitos adquiridos muitas vezes desde a infância, que são considerados “normais" (veja aqui)” e inocentes, mas que são um verdadeiro desastre à nossa saúde.


Como disse o Frugal Simple:
“Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”.

(Ayn Rand)


Pense nisso!


 

Fonte da reportagem: Jornal Metro (08/07/2016)
Créditos da imagem: Sira Anamwong - Free Digital Photos



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

200 = 162 = 81 = 29? - Realidade ilógica e perversa


Para iniciar esse post, gostaria de informar alguns dados:
1) Em 2016, a Receita Federal recebeu aproximadamente 29 milhões de declarações de Ajuste Anual de Imposto de Renda.
2) A declaração foi obrigatória para renda anual superior a R$ 28.123,91.
3) O Brasil possui 81% da população em idade economicamente ativa, segundo José Eustáquio Alves – demógrafo do IBGE em entrevista à Revista Veja (22/07/2015).
4) A população brasileira é de aproximadamente 200 milhões de pessoas.

5) A tabela de correção do imposto de renda está inexplicável e absurdamente defasada em mais de 80%.
Ao correlacionar os dados, consegue perceber algo estranho?

Um país com 200 milhões de habitantes, renda mínima baixa para a obrigatoriedade de entrega da declaração, 81% da população em idade economicamente ativa e mesmo assim, apenas 14,5% dessa população recebe mais de R$ 28.123,91 por ano para entregar a declaração? Há declarações conjuntas, mas não as levarei em consideração para simplificar a ideia. De qualquer maneira, mesmo que elas dobrassem a quantidade de declarações, ainda seria um número baixo, considerando-se os outros 3 dados iniciais do post, pois 81% da população está em idade economicamente ativa.


Placas-indicando-impostos-em-todas-as-direcoes

Segundo José Eustáquio Alves (citado acima):
- Somente metade dos 162 milhões de habitantes em idade economicamente ativa trabalha (dados de 2015, antes da recessão acentuada, então podemos considerar que a situação é bem pior atualmente). De fato, somente 81 milhões de pessoas trabalhavam em 2015;
- Desses 81 milhões, 35% entregaram a declaração.
Então, 65% dos trabalhadores, que são a metade da população ativa, não ganha mais de R$ 28.123,91 por ano?

Não é de hoje que vemos:
- A estagnação dos salários, que muitas vezes apresentam perdas reais;
- O aumento dos impostos;
- Estagflação (cenário de estagnação com inflação).

Um estudo do economista Mansueto de Almeida Júnior mostra que de 1991 a 2004 a renda real foi de 103% enquanto a arrecadação de impostos foi de 184%. Dados atuais seriam mais impressionantes ainda, pois a arrecadação bate recordes ano após ano, sem o devido retorno ao contribuinte através de serviços públicos de qualidade.

O poder de compra é muito prejudicado devido a quantidade inexplicável de impostos, tributos, taxas, etc.
Veja no link abaixo a porcentagem de impostos em uma lista de produtos:
Porcentagem de impostos embutidos em produtos e serviços

No mês de março/16, lembro de ter visto uma repórter falando em uma grande emissora de tv: “Esse ano são esperadas a entrega de aproximadamente 29 milhões de declarações de imposto de renda.” E desde então estive pensando em escrever a respeito disso, embora entenda muito pouco de economia (correções ao texto são bem-vindas).

População: 200 milhões.
Declarações entregues: 29 milhões.
Renda mínima para obrigatoriedade da entrega: R$ 28.123,91 anuais.

Será que é impressão minha ou realmente há algo muito estranho nisso tudo?

Percebo que o país está envelhecendo pobre, ao contrário do Japão, que ficou rico antes de ficar velho. Mas esse é um assunto para outro post, que farei em breve.



Até a próxima.



Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos
 


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O calendário



Calendario-em-branco
Hoje foi a primeira vez em que folheei um calendário (de mesa, com uma folha para cada mês) sem o objetivo de procurar uma data específica ou ver as ilustrações ou figuras.

Folheei com calma. Mês a mês.
Dias que virão.
Dias que se vão.
Tão rápido e discretos como chegam, vão embora.

Se na infância um ano era tão longo, na vida adulta isso muda drasticamente, ainda mais hoje em dia com tantas tarefas, distrações, obrigações, informações e estímulos sensoriais.

Em breve chegará dezembro de 2017.
Dias que vão e não voltam jamais, independentemente da destinação dada a cada um deles.


A cada segundo que passa envelhecemos, amadurecemos, nos tornamos mais experientes. Ou ficamos estacionados em nossa zona de (des)conforto, que nos impede de alcançar a maturidade, mas não de envelhecer.

Você não é o mesmo que era há um minuto. Nem eu. Ninguém é.
Em 60 segundos, várias mudanças ocorreram em seu corpo.
Imperceptíveis como gotas de água que caem vagarosamente de uma torneira e enchem um copo em algumas horas.
Imperceptíveis como a trajetória efetuada diariamente pelo sol e pela lua.
Lentos, mas constantes.

E assim, a vida passa.


Por isso, no início desse ano, pense em cada dia como único. Pense na importância de cada um daqueles números do calendário, pois metaforicamente eles significam vida.
Vida que jamais deveria ser desperdiçada com tudo aquilo que impede ou atrapalha o nosso crescimento.

Internet, celular, televisão, trânsito... são tantas coisas que tiram de nós nosso próprio tempo! Por isso, equilíbrio é fundamental. Além disso, o que estiver em nossas mãos para minimizar o tempo desperdiçado, devemos fazê-lo, formando novos hábitos mais produtivos, para que ao final do dia estejamos realmente satisfeitos com os resultados alcançados, o que será muito gratificante ao chegarmos em dezembro de 2017 e podermos dizer: “esse ano realmente valeu a pena!”


Para finalizar, deixo uma reflexão que talvez possa servir de inspiração para o único dia que realmente nos pertence: o hoje.


"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
(Filipenses 4:8)

 

Até a próxima!


Créditos da imagem: nattavut - Free Digital Photos



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A lição do Japão


Foi amplamente divulgada pela mídia a enorme cratera aberta em uma importante avenida situada na cidade de Fukuoka no dia 08/11/16.



Avenida-engolida-por-cratera-no-Japao


Surpreendentemente, em menos de uma semana o problema havia sido sanado de forma eficaz, a avenida entregue como era antes, inclusive as faixas de rolamento e calçadas refeitas. Além disso, o prefeito da cidade pediu desculpas pelo atraso da obra em 1 dia. (No final do mesmo mês, houve movimentação do solo, o que causou um pequeno afudamento considerado normal, segundo os engenheiros da obra.)

Eficácia. 

Qualidade. 
Transparência. 
Interesse em fazer o melhor.

Um excelente exemplo para o mundo todo, especialmente para nós brasileiros, que vivemos em um país no qual as obras que deveriam durar um ano muitas vezes demoram 2, 4, 5 anos, apresentam superfaturamento e materiais de baixa qualidade. Isso quando as obras são efetivamente encerradas e entregues à população, o que é o esperado, mas nem sempre cumprido.

Não dá para não correlacionar esse incidente no Japão com o acidente ocasionado também por uma cratera nas obras do metrô Pinheiros em São Paulo em 2007, no qual as obras de reparo demoraram anos, 7 pessoas morreram e não houve punição para ninguém. (Veja aqui: Justiça inocenta 14 réus por cratera que matou 7 no metrô de São Paulo).
 

Deixando um pouco de lado o âmbito de gestão governamental e pensando de forma pessoal, como podemos aplicar a lição do Japão em nossas vidas?

Fazemos as coisas de qualquer jeito, sem capricho, sem interesse, utilizamos o "jeitinho brasileiro" ou fazemos o nosso melhor?
Não me refiro ao melhor relacionado ao perfeccionismo excessivo, patológico, mas ao "melhor que podemos fazer hoje, nas condições que temos no momento, para quando tivermos melhores codições fazermos melhor ainda", como diz Mário Sérgio Cortella.

O exemplo do Japão é muito bom para pensarmos em nossas vidas nesse sentido, pois os resultados de nossas ações e escolhas atuais invarialmente chegarão para nós e também para o que conosco convivem.

Pense nisso!



Crédito da foto: Jiji Press/AFP