terça-feira, 31 de outubro de 2017

Você é o resultado das pessoas com as quais mais convive


O título desse post refere-se a uma teoria (clique aqui para saber mais sobre o assunto).

O contato com essas pessoas não precisa ser necessariamente pessoal. Pode ser um escritor, um músico, um cientista, um palestrante, um blogger, um vlogger, um pregador, etc. Precisa ser alguém que faça parte de sua vida durante algum tempo e que te inspire a fazer mudanças simples ou complexas, boas ou ruins.

É preciso ter muita cautela e perceber quem são essas pessoas em sua vida hoje. Elas estão te inspirando ao desenvolvimento pessoal, ao contentamento, ao bem-estar, à motivação? Ou te inspiram à idolatria, à ostentação, ao consumismo, à ambição, à corrupção, proporcionando sentimentos confusos e conflitantes com seus valores?


Multidão

As influências na maioria das vezes são tão sutis, chegando muito perto do imperceptível. Então, quando você percebe, está pensando e agindo de forma bem parecida a das pessoas que te influenciam ou inspiram. Por isso é muito importante a aproximação com pessoas inspiradoras, com valores e ideais semelhantes aos seus. Pessoas que te impulsionem à ação, que te façam querer ser a sua melhor versão, que te inspirem para o bem e jamais para o mal.

Provavelmente você não encontrará a maioria dessas pessoas em seu círculo de convivência, por isso a importância de opções externas. Além de literatura e música, na internet há muitos sites, blogs e vídeos de pessoas realmente inspiradoras, que mesmo distantes fisicamente poderão te ajudar a trilhar o caminho do conhecimento e do desenvolvimento pessoal de forma mais consistente e coerente através de sua influência positiva. Como exemplo, veja ao lado o meu blogroll.

Em momentos difíceis e conturbados na vida, também é muito importante que você se deixe influenciar por essas pessoas inspiradoras, pois além do alívio e mais clareza mental, essa fase poderá ser atravessada sem que o foco principal seja o sofrimento, mas também o aprendizado, o crescimento e a sabedoria.

Por ser a média das pessoas com as quais mais convive, sugiro que você se atente a isso, de forma a utilizar essa teoria a seu favor.

Para finalizar, gostaria de deixar uma pergunta para reflexão: o quanto você tem sido uma influência positiva (ou negativa) para as pessoas que convivem com você?


Créditos da imagem: Vlado Free Digital Photos

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Mindfulness


Parece que passamos a maior parte do nosso tempo no passado ou no futuro, mas raramente vivemos de forma 100% consciente o momento presente, que é o único que possuímos de verdade.


Quatro-ampulhetas-significando-a-passagem-do-tempo

Talvez por receio de que preocupações, sentimentos ou pensamentos desagradáveis venham à tona, vivemos intercalando entre passado e futuro de maneira automática e até imperceptível.

Para piorar a situação, a pressão e a correira cada vez mais intensas resultam muitas vezes em desmotivação, tristeza, falta de perspectiva, doenças psicossomáticas, ansiedade - fatores que nos distanciam ainda mais do momento presente.

Outras vezes utilizamos o ato de pensar de forma indiscriminada e acelerada para que não haja espaço para o autoconhecimento genuíno, pois muitas vezes o início da consciência de quem somos é algo assustador, desconfortável, desagradável e incômodo. Considerando ainda que nessa busca precisaremos travar contato com nossos temores, angústias, fracassos e como nossos diversos pontos fracos, a presença no "agora" torna-se ainda mais desinteressante.

Por outro lado, nossa ausência no momento presente parece diminuir nossa energia vital e dá a impressão de estarmos criando um desbotado rascunho cinza de nossa própria vida. A questão é que não teremos tempo, tampouco saúde e energia necessários para passar tal esboço a limpo.

Se seguirmos por esse caminho, nossa própria ausência poderá nos custar muito caro.

Por isso, hoje eu gostaria de desafiar você a estar presente de forma plena, com espírito, mente e corpo focados, concentrados e atentos no agora. Nem que seja por apenas alguns minutos, começando com 1 minuto de atenção plena e aumentando gradativamente até 10 minutos por vez, 3 ou 4 vezes por dia.

Primeiramente foque em sua respiração. Logo e inevitavelmente os pensamentos virão, mas ignore-os. Foram anos e anos com esse condicionamento cerebral, por isso, nada mais normal do que pensamentos ininterruptos rondando uma mente em busca de silêncio.

Esse é um breve resumo do mindfulness, técnica que proporciona a redução do estresse, aumenta a clareza mental, melhora a saúde e pode também ser de grande auxílio em doenças e sintomas decorrentes principalmente do estresse excessivo da vida moderna, como hipertensão arterial e taquicardia.

 Clique aqui para ver um vídeo do Dr. Martin Portner sobre essa técnica.

Atualizado em 17/11/2017: veja também esse post do Leo Babauta com algumas dicas sobre o mindfulness (em inglês).

Para finalizar, recomendo que você pesquise mais sobre o assunto, pois a prática contínua e disciplinada proporcionará muitos benefícios.


Até a próxima!


Créditos da imagemSira Anamwong Free Digital Photos


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Para pensar #23



"Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado.

Não espere ficar de luto para reconhecer quem é importante para você."

(autor desconhecido)





terça-feira, 17 de outubro de 2017

Como utilizar o fio dental sem machucar os dedos


Hoje eu gostaria de compartilhar uma dica muito útil que encontrei há alguns anos.

Durante toda a minha vida eu enrolei o fio dental nos dedos para utilizá-lo e com isso machucava as pontas dos dedos, deixando-as vermelhas e doloridas.

Então encontrei essa dica sensacional: amarre as 2 pontas do fio, de forma a torná-lo fechado. Dê vários nós, pois eles acabam se desfazendo já que o fio é geralmente liso.

Pronto!

Agora é só colocar seus dedos indicadores dentro do círculo e deslizar o fio dental como de costume. 

Dedos doloridos ou vermelhos nunca mais!



Imagem-mostrando-como-utilizar-o-fio-dental


Fonte da imagem: https://skinvac.blogspot.com.br/2014/01/how-to-floss-your-teeth-the-easy-way-for-people-who-hate-flossing.html


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Você tem tempo para você?


Vivemos na sociedade da pressa e quase sempre agimos de forma automática.

Quanto mais rápido e automático, melhor!  Será mesmo?

Quantas vezes realmente prestamos atenção no que estamos fazendo, sem deixar que a automatização excessiva nos torne, de certa forma, parecidos com robôs?


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Quantos minutos por dia você realmente está presente no momento presente?

A automatização é necessária e importante, mas não de forma exagerada. Com ela, há menor consumo de energia cerebral, pois as sinapses já prontas e muito utilizadas conseguem uma considerável economia de energia. Por exemplo, quando você começou a dirigir, a tocar um instrumento musical, a cozinhar ou andar de bicicleta, prestava muita atenção em todos os detalhes, mas com o tempo, as ações tornaram-se naturais. Tudo o que fazemos com certa frequência torna-se automático.

O problema é que estamos exagerando na automatização, dando muito pouco espaço para vivermos de verdade esses momentos. Parece até que pensamos demais e vivemos de menos. 
Oscilamos entre o passado e o futuro, mas quando realmente vivemos o presente?

Por isso, hoje eu gostaria de sugerir que você reserve um tempo para você mesmo, para qualquer atividade na qual possa estar plenamente presente. Pode ser uma meditação, um banho relaxante, uma música, a leitura de um livro, uma caminhada, etc. Desde que seja algo que te agrade, praticando de maneira constante você acabará tendo consciência e percepção de você mesmo e até gostando de sua própria companhia, o que resultará em melhor autoconhecimento, mais confiança, equilíbrio, domínio próprio e contentamento.


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O mundo está tão barulhento e dinâmico, que nada melhor do que dedicar um tempo só para você, para reequilibrar-se e recarregar as energias. 

Sua saúde agradece!


Créditos das imagens: Stuart Miles e ponsuwan Free Digital Photos

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Aceitação


Todos temos uma certa dificuldade em aceitar as pessoas como elas são, principalmente seus defeitos e manias. Ao mesmo tempo, quando nos conhecemos um pouco melhor, alguns de nossos defeitos e manias tornam-se incômodos a nós mesmos, mas para aqueles que não achamos tão graves ou disfuncionais, recorremos às justificativas, tentando racionalizar através de diálogos internos ou com outras pessoas, os motivos de sermos ou agirmos de uma determinada maneira, que muitas vezes não é agradável àqueles que convivem conosco.

Veja a incoerência: um defeito (ou mania) em mim é tolerável, mas o mesmo defeito em outra pessoa é irritante, desagradável ou até insuportável. De certa maneira, nos falta empatia para aceitarmos as pessoas como elas são.

Ninguém muda ninguém. Uma pessoa só mudará a si mesma se em primeiro lugar ela realmente quiser.

Olhando de fora, parece tão fácil mudar os outros ou resolver seus problemas! Ao mesmo tempo, as mesmas questões em nossa vida não parecem tão fáceis e rápidas de serem resolvidas.

Porque subestimamos a dificuldade do outro enquanto aumentamos (ou até exageramos) a nossa?
Por que minimizamos nossos defeitos e manias enquanto maximizamos os de outras pessoas?

Talvez o mundo funcionasse um pouco melhor se aceitássemos as pessoas como elas realmente são. Claro que dicas para crescimento e desenvolvimento são adequadas e úteis, desde que como sugestão e não como imposição.
O que é óbvio para mim, muitas vezes não é para você, e vice-versa.


Finalizo com uma breve reflexão de Max Lucado sobre o assunto.

"O conflito é inevitável, mas o combate é opcional."

Algum tempo atrás, minha mulher comprou um macaco. Eu não queria um macaco em minha casa, por isso me opus.
- Onde ele vai comer?-perguntei.
- Em nossa mesa.
- Onde ele vai dormir? -inquiri.
- Em nossa cama.
- E quanto ao mau cheiro? _ eu quis saber.
- Eu me acostumei com o seu; acho que o macaco também vai se acostumar.

A harmonia não começa quando examinamos os outros, mas quando examinamos a nós mesmos.
A harmonia não começa quando exigimos que os outros mudem, mas quando admitimos que não somos tão perfeitos assim...


Pedras-equilibradas-em-cima-de-outra-pedra

A respostas às contendas? Aceitação.
O primeiro passo para a harmonia? Aceitação.
Não concordância, mas aceitação.
Não unanimidade,mas aceitação.
Não negociação, arbitrariedade ou aperfeiçoamento.
Tudo isso pode vir depois, mas somente depois do primeiro passo: aceitação.


Trecho de "Na jornada com Cristo" - Max Lucado

Créditos da imagem: Stuart Miles - Free Digital Photos