sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Para pensar #33




8 comentários:

  1. Feliz 2018 Rosana e a todos os leitores do blog.

    Eu sou uma pessoa que penso de forma um pouco diferente sobre essa questão do consumo, especialmente no caso do Brasil e mais especificamente entre pessoas mais pobres.
    Acho que essa questão da insatisfação, das pseudo necessidades de consumo, de como isso afeta as relações, são questões mais amplas que apenas o apelo do marketing e afins.

    Quando defendemos a opinião que as pessoas estão na corrida dos ratos, que estão no automático, que são vítimas do marketing ou de uma sociedade consumista, além de ignorar outros fatores que levam a isso cometemos pra mim o que é um grande erro.
    Tiramos a responsabilidade da pessoa.

    Pense em quando você vai a feira, ou se não vai já deve ter ido.
    Chegando lá você verá vário feirantes anunciando seus produtos.

    - "Olha o tomate de borbora senhora, pode levar que tá barato"
    - "Caquí chocolate, Olha aquí o Caquí, mulher bonita não paga, mas também não leva"
    Entre tantos outros anúncios.

    Aí eu pergunto: Alguém leva todos os produtos anunciados? Não.
    Marketing é isso, desde que as propagandas não sejam enganosas está tudo ok. Cada um compra o que pode, precisa ou acha vantajoso.
    Quando a pessoa não está tendo equilíbrio pra lidar com isso, já é outra questão.
    Consumismo pode ser uma fuga, uma tentativa de chamar atenção, se sentir incluso, depende. Mas a questão é sempre individual.
    Nisso estão inseridos vaidade, baixa auto estima etc. Sempre questões individuais.

    Por fim a influencia de outras pessoas também faz muita diferença.
    Alguém começa a fumar ou beber sozinho, sem influencia de ninguém? Muito difícil.
    A pessoa começa com esses hábitos porque? Porque quer ser igual aos demais, pertencer a grupos, não ser alvo de criticas e por aí vai. E esse mesmo raciocínio se aplica a outras situações.
    São questões humanas e individuais que sempre existiram.
    Hoje graças a internet e redes sociais, as coias ganharam potencial de virar moda mais rápido.
    Aí vamos entrar em todas as modas?

    As pessoas tem que ser mais responsáveis por si e pararem de culpar a sociedade por tudo.

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    1. Anônimo,

      Agradeço por seu comentário tão enriquecedor.

      O Brasil é sem dúvida muito peculiar em vários sentidos, ainda mais se considerarmos que a maioria das pessoas ganha muito pouco, o que não é suficiente nem para as necessidades básicas.

      Veja esse trecho de um artigo do Fernando N. Costa:
      "O acesso à internet via computador existe em 42,2% do total de domicílios do país e a máquina de lavar, em 63,7%; mas entre a população pobre o percentual é de apenas 15,3% e 34,7%, respectivamente."
      Fonte:
      https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2018/01/03/imprensa-deformadora-de-opiniao-publica-em-pais-de-iletrados/

      Seguindo esse raciocínio, acredito que as pessoas mais pobres comprariam muito mais produtos na feira do seu exemplo do que realmente necessitariam, por causa da escassez preponderante em suas vidas cotidianas e inicialmente se sentiriam muito satisfeitas, mas se isso se tornasse comum, procurariam outras coisas para comprar.

      Sendo assim, o que percebo é que o marketing sempre cria novas "necessidades" e talvez seja isso a que Bauman se refere. Tendo capital para proporcionar o consumo, os desejos ou novas "necessidades" sempre existirão, serão satisfeitos e rapidamente suplantados por outras.

      Concordo com você: somos responsáveis por nossas decisões, mas as campanhas publicitárias estão aí para mudar nossa visão e nos levar ao consumo.
      Cabe a cada um de nós ter o discernimento necessário para saber até que ponto algo é realmente nossa vontade, desejo ou necessidade.

      É o que penso.

      Abraços,

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    2. "Cabe a cada um de nós ter o discernimento necessário para saber até que ponto algo é realmente nossa vontade, desejo ou necessidade."

      Sua última frase resume tudo.
      O Marketing está apenas fazendo o papel dele e muitas pessoas estão sempre insatisfeitas, independente de classe social, isso é do ser humano.
      A insatisfação pode ocorrer de várias formas: relacionada a emprego, dinheiro, relacionamentos etc.

      No fim das contas há que se ter maturidade, se olharmos pros lados sempre houveram e haverão coisas e situações para nos tirarem do foco.

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    3. Anônimo,

      Exatamente. O marketing faz o seu papel e nós fazemos o nosso.
      Gostei da sua frase final: precisamos ter maturidade e foco.

      Boa semana!

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  2. E quanto mais insatisfeitos maior é o consumo na tentativa de encontrar a felicidade.
    Bom dia e Feliz 2018.

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    1. Edith,

      É exatamente o que penso. A busca da felicidade em coisas que jamais a proporcionarão de forma genuína.

      Feliz 2018 à você também!

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  3. Respostas
    1. Guilherme,

      Eu sabia que iria gostar, tem tudo a ver com o blog Valores Reais!

      Boa semana,

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